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UCID alerta para “péssimas condições de habitabilidade” e o desemprego em algumas localidades no Concelho do Porto Novo

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) em Santo Antão alerta para as péssimas condições em que se encontram os tetos de diversas habitações no Concelho do Porto Novo.

 

De acordo com Domingos Rodrigues, do núcleo da UCID em Porto Novo, numa visita aos populações desse município para se inteirar das suas condições de vida, foi constatada situações de precariedade em casas nas localidades de Ribeira das Patas, Curral das Vacas.

Pelas informações recolhidas, há habitações em péssimas condições, caindo aos pedaços, e aquelas que estão a ser reabilitadas regista-se obras mal feitas e sem qualidade”. Por outro lado o desemprego continua a afetar várias pessoas destas localidades.

Em relação a zona de Lagedos, a UCID constatou que vários jovens que terminaram o 12º ano de escolaridade, não têm perspetivas de prosseguir com os estudos devido a falta de recursos financeiros e na medida que as famílias não conseguem suportar as despesas para dar essa oportunidade aos filhos.

Por outro lado, há cidadãos de Lagedos que trabalham para o MDR, porém não recebem o salário mínimo, não dispõe de cobertura do INPS. “São cerca de 8 trabalhadores que recebem um salário de 10 mil escudos, e possuem entre 17 e 20 anos de serviço”.

Na visita as localidades de Aguas das Caldeiras e Lombo Figueira, os problemas encontrados tem a ver com o programa de reabilitação habitacional PRRA.

“Foi constatado que simplesmente está-se a fazer a cobertura de casas, e mais nada, pelo que há habitações em que fica a faltar o reboque de paredes. Aquelas que necessitam de trocar portas e janelas mantêm-se inalteráveis. Também há casas que precisam serem estabilizadas com pilares. Os executores deste programa têm feito pinturas exteriores para deixar uma imagem de trabalho executado, porém a realidade no interior deixa muito a desejar, pois falta qualidade e melhor conforto para as famílias que vivem em condições péssimas”.

Ainda na zona de Lombo Figueira, o núcleo da UCID informa que as comunidades enfrentam problema com o abastecimento de água, pois cada família, só tem direito a 20 minutos da mesma por semana. A única alternativa é água auto-transportada cujo custo é de 750 escudos.

O desemprego continua a afetar as pessoas, e neste momento mesmo havendo a construção de um polivalente na zona, a mão-de-obra local não é toda aproveitada.

Cidadãos que trabalham pelo MDR e recebem apenas 249 escudos por dia, sem esquecer que para receberem o seu salário deslocam a cidade do porto Novo, e têm que custear o seu transporte.

Outra preocupação dos residentes de Lombo Figueira se deve a atual situação porque se passa um empreendimento que outrora servia a associação local como ateliê de produção de queijo, aviário e pocilgas . Mas que agora está abandonado devido as dívidas que a Câmara Municipal e MDR têm para com o proprietário do terreno onde se situa essa infraestrutura.